sexta-feira, 2 de maio de 2008

Matias de Barros - Biografia II

Matias de Barros, nome literário de Matias Rolo Ferreira e Barros, nasceu nas Neves em 1935, frequentou a Escola Industrial c Comercial e, mais tarde, o Colégio do Minho, na cidade de Viana do Castelo. Emigrou para o Rio de Janeiro (Brasil) em 1953, donde regressou no ano seguinte.
Iniciou a sua actividade jornalística em 1959, no jornal “Notícias de Viana”, do qual viria a ser redactor desde 1967 a 1970. De 1970 a 1980, foi redactor do bissemanário “A Aurora do Lima” e desempenhou as funções de cor­respondente, em Viana do Castelo, do “Diário do Norte” (1971). Colaborou, para a então Emissora Nacional (actual Radio­difusão Portuguesa), no programa “Actividades do Norte” (1972-1973), cujo registo de factos publicou em livro (1973), sob o título “Viana do Castelo - Capital do Alto Minho”.
Para a rubrica “Documentário”, da Radiotelevisão Portuguesa (RDP Norte), escreveu e organizou os guiões dos programas “Viana do Castelo, Cidade Velha - Cidade Nova” (1977), “Feiras” (1978), “Comédias de Santo António de Portela Susã” (1978) - publicação (recolha) que serviu de base à difusão televisiva do auto popular com o mesmo nome - e “Auto de Floripes”, das Neves (RTP, 1979).
Em 1978, foi um dos fundadores dos Cadernos Vianenses, publicação cultural à qual deu a designação e estrutura gráfica, sob edição da Câmara Municipal de Viana do Castelo, vindo a integrar a equipa orientadora responsável pela sua edição e a colaborar na sua elaboração, até ao VII Tomo (1978-1984).
Em Maio de 1971, em conjunto com outros elementos ligados à actividade cultural e artística da região vianense, contribuiu para a criação do Centro Cultural de Viana do Castelo, que teve vida efémera, em resultado do qual se fundou e mantém em actividade o Coral Polifónico de Viana do Castelo.
Publicou, ao longo dos anos, apontamentos de índole descritiva, informativa e cultural em diversos jornais e revistas, nomeadamente “Cardeal Saraiva” (1975 — 1979), sob o título “Ponte de Lima — Vila Bela de Portugal”, “Voz do Minho”, de Barcelos (referências onde consubstancia mensagens e aspirações do Cávado, Neiva e Lima), “Notícias dos Arcos”, “Publituris” - Revista de Turismo, “Cruzada de Bem Fazer” (poesia e prosa dedicada às antigas romagens a Paço de Sousa), revista cultural das Festas de Vila de Punhe, e outras publicações.
Foi correspondente distrital do Diário de Notícias (1989-1990).
Fundou e dirigiu (1960 -1961), num estabelecimento hospitalar de Vila Nova de Gaia, “O Nosso Jornal”, cuja duração foi naturalmente diminuta e, após 1970, criou e foi principal redactor do “Boletim de Amizade”, dedicado aos participantes dos Colóquios de Amizade que tiveram o seu fulcro em Vizela e extinguiram-se anos mais tarde após o falecimento do seu principal impulsionador Manuel Alves Machado da Fonseca e Castro, Presidente da Junta de Turismo daquela vila.
Em 1967/1968, presidiu à Assembleia Geral do Neves Futebol Clube e, em 1975/1976, foi secretário da Direcção do Sport Clube Vianense, numa época em que a colectividade desportiva mais representativa da cidade de Viana do Castelo atravessava um período extremamente difícil.
Presentemente, é director do Jornal “O Vianense”, que fundou em 9 de Dezembro de 1979 e cujo primeiro número saiu a público em 15 de Janeiro de 1980.
Pertence à Associação Nacional da Imprensa Não-Diária (AIND), com sede em Lisboa; Associação Portuguesa da Imprensa Regional (APIR), com sede no Porto; Gabinete de imprensa de Guimarães (GI), é associado e foi vogal do Conselho Jurisdicional do Instituto Português da Imprensa Regional (IPIR) que tem sede em Barcelos; e, possui a credencial de sócio efectivo da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Independentemente da sua actividade literária, exerceu funções profissionais na Companhia de Seguros “O Trabalho” (1959-1967), e de gerência, na Filial da Companhia de Seguros Bonança, cuja instalação e coordenação esteve a seu cargo, em Viana do Castelo, na Praça da República, n.º 60-l.° (por cima Café-Bar), desde 1967 até 1989.
Casou na Igreja Paroquial de Capareiros, actual vila de Barroselas, em Dezembro de 1959, com Ilídia de Jesus Ferreira e Barros, residindo então na sua terra natal, na Casa da Pata, construída aquando do seu casamento, nas Neves — Vila de Punhe, actual rua Matias Santos, onde nasceram os seus dois filhos, Dr.s Francisco Sérgio e Rogério Rolo Ferreira de Barros e Barros, licenciados em Filosofia e professores do Ensino Secundário.
Em 1961, fixou residência em Viana do Castelo, na rua dos Rubins, número 35, tendo transferido mais tarde a sua residência para o rés-do-chão da Avenida Conde da Carreira, número 113, e, em 1972, novamente para habitação própria, na Avenida Humberto Delgado, número 31, onde continua a residir.
Na rua de Aveiro, número 209-l.°, está instalada uma Filial do jornal que dirige, publicação integrada na sociedade por quotas Jornal “O Vianense” Lda., da qual é sócio-gerente com sua mulher Ilídia de Jesus Ferreira e Barros.
In VILA DE PUNHE - DAS ORIGENS À ACTUALIDADE, da autoria de Alípio Rodrigues Torres, págs. 492-493

1 comentário:

Unknown disse...

Soy Carlos Rolo, hijo de.Joaquin Rolo Miranda.
Podría contactar con Usted en Viana?
Esperando sus prontas noticias, atentamente.

C. Rolo